30/12/11

Diante de Cronos, esse velho cruel
Choro ao ver o passar dos dias
O fim das noites
A rapidez das horas
Que levam embora a juventude e a força
Trazendo as dores e a cólera
A certeza mórbida do fim

Não tenho estórias e lembranças talhadas em memórias
Não tenho palavras gravadas em árvores ou em mármores
Nem poesia sólida ou amores vividos
As flores que planejei não foram plantadas
As melodias que senti no peito não foram tocadas
As cartas não foram trocadas
As fotografias não foram tiradas
Nunca fiz as malas para ir embora
Não disse eu te amo
Nada de pai, absinto, mares ou Revolução
Nem  Itália, danças ciganas e latinas ou passos de Che

Apenas a paixão pelos sonhos
Escrava das ideias
Se o tempo mata e castiga
O sonho envolve prometendo vida

1 Comentários:

+LEITORES+